undefined
arrow_drop_down
arrow_drop_down

Voltar para lista de planos

undefined

Para Celebrar a Páscoa

Para Celebrar a Páscoa é um instrumento litúrgico para celebração pessoal, familiar e comunitária da Páscoa. São 29 liturgias para relembrar e celebrar a Páscoa cristã. Nas palavras do pastor Elben César, “Não podemos descartar nem a cruz nem a coroa; nem a desfiguração nem a transfiguração; nem as vestes tintas de sangue nem as vestes brancas como a luz; nem a descida aos infernos nem a subida aos mais altos céus; nem a Paixão nem a Páscoa; nem a humilhação nem a exaltação. Na sexta-feira, Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). No domingo, ele é o Leão da tribo de Judá (Ap 5.5)”. É isso que o leitor vai encontrar ao longo das meditações aqui reunidas, que envolvem a véspera da morte e a ressurreição de Jesus Cristo. AUTOR : RICARDO BARBOSA DE SOUSA, pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília, DF Publicado no Brasil com autorização e com todos os direitos reservados pela Editora Ultimato ltda Caixa Postal 43 36570-000 Viçosa, mG telefone: 31 3611-8500 — Fax: 31 3891-1557 www.ultimato.com.br

Lista de leituras

Dia1

Meditação “Quem creu em nossa pregação? e a Quem foi revelado o braço do senhor? porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz duma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia Que nos agradasse. era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e Que sabe o Que é padecer; e, como um de Quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso” (is. 53:1-3). Uma cena que frequentemente me choca é a de crianças famintas do Sudão ou Etiópia. Pele grudada nos ossos, olhos esbugalhados e sem expressão, moscas pousando no corpo sem vida, força ou vontade. Geralmente mudo rapidamente o canal da televisão ou viro a página da revista. Me deprime, causa um profundo mal estar. A cruz fez de Cristo uma pessoa rejeitada. A dor e o sofrimento causam o abandono e o desprezo. Os hospitais estão cheios de doentes solitários, quanto mais grave sua doença, maior a solidão. Não há beleza na cruz, nada que nos agrade, que desperte nosso olhar ou admiração. Certamente passaríamos ao largo se a cruz se encontrasse em nosso caminho de volta para casa, como evitamos um pedinte com feridas expostas. Somente quando vemos nossas próprias chagas e reconhecemos que são elas que desfiguram o corpo de Jesus, é que o abraçamos e, pela fé, o recebemos como o ferido de Deus que nos cura de nossas enfermidades. Como você reage diante da dor, do sofrimento, da injustiça? Intercessão Ore para que a igreja não fuja da realidade da dor e do sofri- mento, que olhe para a cruz, não com compaixão e piedade, mas com devoção e temor. Hino Pendurado no madeiro, ó Senhor pudeste assim Destruir meu cativeiro e provar-me amor sem fim! O teu sangue foi vertido, expiraste, ó meu Jesus! E ficou por ti cumprido meu resgate sobre a cruz! Nesse sangue que verteste, purifica-me, Senhor! Foi por mim que tu morreste; sê propício ao pecador! Sê propício ao condenado a lutar, na escuridão Deste abismo do pecado, sob a dor da maldição! Oração Pai querido, temos medo da dor, do sofrimento e da morte. Não gostamos de enfrentá-los, muito menos aceitá-los. Fugimos da miséria e da fome, rapidamente nos esquecemos dos enfermos e enlutados, nos afastamos das pessoas endividadas e problemáticas. Livra-nos da ilusão, da fantasia e da mentira. Leva-nos de volta à cruz, permita que contemplemos seu Filho sem desprezá-lo, sem esconder dele nosso rosto e leva-nos a acolher os desprezados do nosso caminho. Amém.

Dia2

Meditação “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is. 53:4 e 5). Foram as nossas transgressões, pecados e iniquidades que moeram e feriram a Cristo. Não porque as impomos sobre ele, mas porque ele resolveu tomá-las para si. A cruz nunca fará nenhum sentido se não nos vermos nela. Cristo não é o culpado, nós o somos; as feridas que ele carrega não são suas, mas nossas; o pecado que atrai sobre ele a justa ira de Deus não é seu, mas nosso. Deus o feriu por causa de nossas transgressões. Hoje temos paz. Paz com Deus porque fomos reconciliados com ele pela morte do seu Filho; já não pesa sobre nós nenhuma condenação porque Cristo assumiu nossa culpa. Paz entre os homens porque a cruz coloca todos nós debaixo de um só veredito e de uma só graça. Paz e cura são as dádivas da cruz. Você reconhece que foram suas transgressões e iniquidades que moeram e feriram a Cristo? Reflita sobre as implicações desta afirmação na sua vida e relacionamentos. Intercessão Permaneça alguns instantes em silêncio contemplando a cruz de Cristo e o seu pecado. Ore para que tenhamos um coração mais humilde e contrito. Hino Como agradecer, pelo bem que tens feito a mim, Que vem demonstrar quanto amor tu tens ó Deus por mim. As vozes de milhões de anjos, não poderiam expressar A gratidão, do meu pequeno ser, que só pertence a ti. A Deus, demos glória (3 X) Que por nós tanto fez. Foi na cruz, que salvou-me. Seu poder, restaurou-me. A Deus, demos glória, que por nós tanto fez. Quero viver, aqui, para adorar-te meu Senhor. E, se surgir um louvor, ao Calvário seja sim. Foi na cruz que salvou-me, seu poder restaurou-me. A Deus demos glória, que por nós tanto fez. Oração Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de nós, pecadores. Permita que ao olharmos tua cruz, olhemos para o nosso pecado. Não nos deixe ter pena de ti, mas leva-nos a experimentar o poder transformador que tuas feridas têm sobre nossas feridas; cure-nos da arrogância, da soberba e da indiferença. Queremos a paz que vem do sacrifício da cruz. Amém.

Dia3

Meditação “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is. 53:6). É comum o ser humano achar que a paz e a unidade são fruto do esforço comum dos homens em promovê-la. Basta termos algo em comum e nos empenharmos por ele que alcançaremos a paz e a unidade. No entanto, para o profeta Isaías, tanto um como outro só nos é possível através da cruz. É nela que nos identificamos, que nos vemos como realmente somos. Sem a cruz somos como ovelhas desgarradas, autônomas, solitárias e rebeldes. Na cruz nos encontramos com nosso pecado, ódio, indiferença e rebeldia. Olhamos para Cristo e vemos quão longe estamos, quão solitários somos. Ao receber nossas iniquidades, ele nos recebe, nos faz irmãos e irmãs, cria a paz e promove a unidade. Sem a cruz, permaneceremos sozinhos, lutando uns com os outros, buscando em nós mesmos um significado, um motivo para a paz, uma razão para ser. Através da cruz nos encontramos, experimentamos juntos o perdão, acolhemos com gratidão a graça de Deus, provamos a comunhão e gozamos juntos a unidade e a paz. Você é uma ovelha desgarrada, andando pelo seu próprio caminho, ou faz parte da comunidade de ovelhas do Senhor? Intercessão Ore para que a cruz se erga entre os homens e traga de volta as ovelhas de Cristo que encontram-se desviadas por caminhos de morte. Hino Um só rebanho, um só pastor, Uma só fé em um só Salvador. É teu amor que nos une aqui, E num só espírito adoramos a ti (repete). Um só rebanho, um só pastor, Fruto ó Senhor deste teu grande amor. Só nos gloriamos na tua cruz, Louvado sejas bendito Jesus (repete). Um só rebanho, um só pastor, Sim esperamos por ti ó Senhor. É face a face que vamos ver, Quem nos amou e por nós quis morrer (repete). Oração Senhor, somos ovelhas desgarradas, solitárias e confusas. Cada um de nós busca seu próprio caminho, realização e significado. Não temos amigos, comunidades, mestres ou pastores. Temos nos tornado egoístas, orgulhosos e auto-suficientes. Livra-nos da nossa iniquidade, leva-nos de volta ao curral do teu rebanho e faze-nos experimentar a alegria de caminhar junto com teus filhos. Amém.

Dia4

Meditação “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is. 53:7). Diante da humilhação, opressão e sofrimento aprendemos a protestar. Não aceitamos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos nos garante proteção contra os abusos e maus tratos. No entanto, diante da humilhação e opressão, Jesus não abriu a boca. Como ovelha muda ele é colocado diante dos seus torturadores. Sendo ele justo e santo, por que não protestou? Por que não reagiu às agressões e morte humilhante imposta pelos opressores? Mas Jesus protestou. Protestou contra o perigo das riquezas, contra a arrogância dos poderosos, contra a hipocrisia dos religiosos. Colocou-se ao lado dos pobres, fracos e oprimidos. O ministério de Cristo foi de protesto. Porém, diante do seu sofrimento, ele não abriu a boca. Ali, seu protesto foi o amor incondicional com o qual amou os homens, sua opção pela salvação, sua oferta perfeita de obediência ao Pai, sua entrega voluntária, sua renúncia ao poder. O silêncio da cruz de Cristo foi o grito mais poderoso do seu protesto. Como você reage diante dos abusos e injustiças que há no mundo? E como você reage aos abusos e maldades que você mesmo sofre? Intercessão Nossa oração hoje será de confissão. Pela nossa omissão, covardia e silêncio. Confissão também por falarmos demais, por não assumirmos a cruz como o caminho cristão do protesto. Hino Castelo forte é nosso Deus, espada e bom escudo; Com seu poder defende os seus em todo o transe agudo. Com fúria pertinaz persegue Satanás, com ânimo cruel; Astuto e mui rebel, igual não há na terra. A força do homem nada faz, sozinho está perdido; Mas nosso Deus socorro traz, em seu Filho escolhido. Sabeis quem é? Jesus, o que venceu na cruz, Senhor dos altos céus; E, sendo o próprio Deus, triunfa na batalha. Se nos quisessem devorar demônios não contados, Não poderiam dominar, nem ver-nos assustados. O príncipe do mal, com seu plano infernal, já condenado está; Vencido cairá por uma só palavra. De Deus o verbo ficará, sabemos com certeza, E nada nos perturbará, com Cristo por defesa. Se temos de perder família, bens, prazer, se tudo se acabar E a morte nos chegar, com ele, reinaremos! Oração O Senhor muitas vezes nos confunde. Fala onde normalmente nos silenciamos e silencia onde normalmente falamos. Preocupa-se com a justiça do outro, sua opressão e miséria; e se entrega mudo aos seus opressores. Escolhe a via da não onipotência, da não violência para lutar contra os poderosos e violentos. Senhor, temos ainda muito que aprender, muito que renunciar e muito que protestar. Dá-nos coragem Senhor, em teu nome, amém.

Dia5

Meditação “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fl. 2:1-5). O apóstolo Paulo nos convida para compartilharmos de um sentimento, de uma disposição de coração. Um sentimento de entrega absoluta e incondicional, de renúncia e esvaziamento, humildade e coragem. O amor exige este sentimento. Para amar Deus escolhe a via da não-onipotência, da humilhação e da obediência. O autor de Hebreus nos diz que a salvação veio até nós pela obediência de um homem. O sentimento de Cristo é a escolha do amor. É este o sentimento que deve também existir em nós. Escolher a via do amor exigirá o esvaziamento, a renúncia, a obediência. A exaltação de Cristo é a glorificação desta escolha. Quais são os sentimentos que definem sua relação com o mundo e os homens? São sentimentos de domínio, controle, poder, indiferença, ou sentimentos de amor, renúnicia, entrega e obediência? Intercessão Ore para que sejamos mais semelhantes a Cristo, mais parecidos com ele em nossos sentimentos, afetos e relacionamentos. Hino Espírito, Espírito, Espírito Santo de Deus (repete) Vem transformar todo meu ser, Vem dirigir o meu viver, O meu pensar, o meu falar, o meu sentir, o meu agir. Espírito, Espírito Santo de Deus. Oração Dá-nos Senhor, um coração parecido com o teu, vazio de ambições inúteis, de vaidades fúteis, da busca por poder e glória, das mágoas adoecidas, dos desejos de vingança, dos ódios, ressentimentos e indiferenças. Dá-nos um coração cheio de alegria e paz, que promove a justiça e a reconciliação, que ama sem falsidade, que busca a verdade e deseja somente a glória do teu nome. Que sejamos mais parecidos com o teu Filho amado, Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Dia6

Meditação “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8). Eu gosto quando o apóstolo Paulo usa o advérbio “ainda”. Fala de alguma coisa não concluída, incompleta, em formação. Deus vem a nós quando ainda não somos. Ainda não somos os homens e mulheres que deveríamos ser, ainda não amamos como deveríamos amar, ainda não somos os amigos que gostaríamos de ser, ainda não somos honestos, verdadeiros, sinceros… ainda não… Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores, e sua morte continua demonstrando seu amor a nós que ainda continuamos pecando. O “ainda não” fará sempre parte da nossa experiência espiritual, da nossa necessidade de salvação, da nossa vida comunitária. O amor de Deus é manifestado a nós enquando ainda lutamos com nossas limitações, finitudes e pecados. Precisamos também aprender a usar este advérbio e demonstrar nosso amor àqueles que também “ainda não” chegaram a ser. A igreja é uma comunidade que ainda aguarda a plena salvação. Você tem tido para com os outros a mesma paciência que Deus tem com você? Intercessão Reconheça que ainda não chegou a ser o que Deus espera de você e ore para que seu amor para com os que ainda também não são seja mediado pela graça manifestada na cruz de Cristo. Hino Por amor, Deus se revelou, homem se tornou, neste mundo andou. Por amor, ele aqui desceu, e aqui viveu com o pecador. Por amor, na história Cristo andou, e foi seu amor que nos libertou. Por amor, numa cruz morreu, prá salvar alguém como eu. Este amor, que Deus enviou, já me alcançou, já me transformou. O Senhor, que se deu por mim, sobre a cruz ficou, só porque me amou. Tanto amor, não existe outro igual, no seu grande amor, tenho paz real. Deus é o amor que do céu desceu, prá salvar alguém como eu. Oração É bom saber que provas teu amor vindo a nós quando o pecado ainda faz parte de nossa vida, que não esperas de nós a perfeição, a pureza, para nos amar; que nos amas assim como somos, pecadores e imperfeitos. Somente um amor assim nos dá forças para lutar contra o pecado, para confessá-lo e seguir no caminho da fé, aprendendo, ouvindo, provando e crescendo. Amém.

Dia7

Meditação “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (ICo. 1:18). A loucura da cruz é que ela expõe a vergonha do mundo. Revela o que há de pior nas pessoas. Revelou a traição de Judas, a covardia de Pedro, o medo dos discípulos, a hipocrisia dos sacerdotes, a irresponsabilidade de Pilatos, a fé egoísta e interesseira de um dos ladrões, a disputa cínica dos soldados. Foi a cruz que expôs a corrupção do poder, a injustiça dos sistemas políticos, a falsidade dos interesses religiosos. É por isso que Paulo afirma que “certamente”, sem sombra de dúvidas, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem. Ela denuncia a loucura humana. Por outro lado ela é também o poder de Deus, revela o que há de melhor nas pessoas. Revelou o melhor do outro ladrão, cuja fé humilde e sincera, o conduziu à salvação; o melhor de Simão, o cirineu, que carregou sobre si a pesada cruz do Senhor; o melhor de José de Arimatéia que tirou Jesus da cruz, envolveu-o num lençol de linho e o sepultou. A cruz sempre revelou o melhor e o pior nas pessoas. Para uns, é loucura, denuncia a perdição; para outros é o poder de Deus, demonstra a salvação. Quando você se vê diante da cruz de Cristo, o que é que ela revela sobre sua vida? Intercessão Ore para que a cruz seja o único instrumento revelador do nosso caráter, que tenhamos coragem de olhar para ela e conhecer o que há de bom e ruim em nós. Hino Tu, que sobre amarga cruz, revelaste teu amor; Tu que vives ó Jesus! Vivifica-nos,Senhor! Vem! Oh vem, Jesus, Senhor, nossas almas despertar! Com teu santo e puro amor, Vem, Senhor! Vem inflamar! Oh vem! Oh vem nossas almas inflamar. Vem agora consumir tudo quanto, ó Salvador, Quer, altivo, resistir ao teu brando e doce amor! Oração Senhor, tenho buscado noutros espelhos conhecer minha face. Alguns mostram imagens que gosto de ver, alimentam meu ego e vaidade, outros mostram aquilo que me assusta e logo me afasto. Ambos mostram imagens imperfeitas, corrompidas e maculadas. Imagens de homens. Só o Senhor é a imagem perfeita, o homem completo, aquele de quem fui criado imagem e semelhança. Somente o Senhor pode refazer minha imagem corrompida e perdida. Amém.

Dia8

Meditação “Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (I Co. 1:22-24). Sinais, conhecimento, fenômenos, poderes, magia. Os homens sempre foram fascinados por algo maior que eles, mais extraordinário, fenomenal. Sua busca não tem limites. Mas os sinais acabam exigindo outros maiores, mais poderosos; o conhecimento, da mesma forma, nunca se dá por satisfeito. São como drogas, a dose seguinte é sempre maior que a anterior. A espiritualidade de muitos é assim. Buscam sinais, sabedoria, poderes, e encontram-se sempre vazios, ansiosos, esperando a próxima dose. Drogados espirituais. Cristo crucificado é tudo o que precisamos. Paulo optou por uma mensagem, ignorou as exigências de gregos e judeus. Ele sabia que Cristo, sua morte e ressurreição, é o que a alma humana necessita, nada mais. Tudo o mais deve sujeitar-se à cruz, render-se ao seu poder e glória, aceitar sua primazia na redenção. Mas a cruz é loucura, escândalo, vergonha. Não fascina como os sinais, nem seduz como a sabedoria. A cruz é sofrimento, renúncia, entrega e dor. Mas para aqueles que reconhecem nela o triunfo do amor, ela se transforma no poder e sabedoria de Deus. Em que se baseia a sua espiritualidade? Na cruz e sua mensagem, ou nas experiências, sinais e conhecimento? Intercessão Interceda hoje para que a mensagem da igreja continue centrada na cruz, que pastores e líderes não sejam seduzidos pelas exigências dos gregos e judeus dos nossos dias. Hino Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu, como emblema de vergonha e dor. Mas eu amo esta cruz, porque nela Jesus, deu a vida por mim pecador. Sim eu amo a mensagem da cruz, ‘té morrer eu a vou proclamar. Levarei eu também minha cruz, ‘té por uma coroa trocar. Desde a glória dos céus, o Cordeiro de Deus, ao Calvário humilhante baixou. Esta cruz tem prá mim, atrativos sem fim, porque nela ele me resgatou. Nessa cruz padeceu, e por mim já morreu, meu Jesus para dar-me o perdão. Eu me alegro na cruz, dela vem graça e luz, para minha santificação. Eu aqui com Jesus, a vergonha da cruz, quero sempre levar e sofrer Ele vem me buscar, e com ele no lar, uma parte da glória hei de ter. Oração Senhor, sempre fugimos da cruz. Preferimos os raios e trovões que ela provoca do que ela mesma, a agitação e tumulto em volta dela, do que olhar para ela. Talvez seja por isto que muitos de nós não temos experimentado o poder da salvação, porque ao invés da cruz, buscamos seus sinais. Faça de nós uma igreja de poder, não por seus sinais, mas pela cruz que ela carrega, a cruz de Jesus Cristo. Amém.

Dia9

Meditação “Sabendo, pois, Jesus todas as cousas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e perguntou-lhes: a quem buscais? Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Então, Jesus lhes disse: Sou eu” (Jo. 18:4 e 5a). Jesus sabia o que estava para acontecer. Sabia do seu sofrimento, vergonha, dor e morte. E, mesmo diante de um quadro assim, ele adianta o futuro, vai ao seu encontro, não teme a morte. É um gesto de extrema coragem e segurança. Sabe o que vem pela frente e, mesmo sabendo, antecipa-o e o enfrenta. Assim era o futuro para Jesus, descortinado, aberto, claro. Na verdade, o futuro lhe pertencia, não estava entregue às forças do caos, nem o via como um inimigo que precisava ser desarmado e rendido. O futuro sempre nos apavora, cria sensações de medo e desconfiança. Muitos usam as religiões para saber o futuro, encontrar formas de driblá-lo, mudá-lo, domesticá-lo. Buscam videntes, profetas, magos e bruxos. Jesus apenas o recebe como parte de sua vida, dos planos e propósitos amorosos do Pai. Se é a ele que buscam, ele se adianta, oferece-se, entrega-se. Não teme os soldados, a prisão, a cruz. O futuro não pertence aos guardas, nem a Pilatos e muito menos aos sacerdotes. Sempre pertenceu ao Pai e ao cumprimento dos seus propósitos. Como você recebe seu futuro? Descansa e aguarda a revelação de Deus ou é tomado por ansiedade e procura formas de controlá-lo? Intercessão Lembre hoje das suas ansiedades, medos e temores quanto ao dia de amanhã. Entregue-os em oração ao Pai e procure descansar, confiadamente, na certeza do seu amor e cuidado. Hino Oh! que prazer, é descansar na força do teu braço, É te escutar em tudo que eu faço, É perceber que estás comigo aqui. Oh! que prazer, é ser o templo do Espírito Santo, É te adorar com salmos e com cantos, Ouvir tua voz, provar do teu poder. Oh! que prazer, é descobrir que andas ao meu lado, Sentir Jesus em toda caminhada, Mostransdo sempre a direção do céu (repete toda a estrofe). Oração Pai, são muitas as ansiedades que tumultuam minha alma. Medos, alguns infundados, outros fruto das previsões trágicas dos profetas do pavor. Mas hoje quero acolher o futuro como dádiva tua, recebê-lo sem temor, sabendo que ele a ti pertence e que nas tuas mãos posso repousar tranquilo. Amém.

Dia10

Meditação “Agora está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei” (Jo. 12:27 e 28). A hora do sofrimento se aproxima. Jesus já se encontra em Jerusalém, última etapa de sua peregrinação. Angústia toma conta de sua alma, é um momento em que precisa orar, deseja orar. Mas o que pedir? O que suplicar ao Pai numa hora destas? Talvez, o mais comum, o mais natural, seria pedir o que todos pediriam: Salva-me desta hora, livra-me desta angústia, socorre-me em minha aflição. Esta, sem dúvida, seria a oração de qualquer um de nós, a súplica de qualquer alma angustiada, e Deus certamente a ouviria e viria nos consolar. Mas Jesus não separa sua oração de sua missão. Foi para aquele momento, hora e propósito que havia vindo, a cruz fazia parte de sua vida e vocação. Em sua oração, Jesus preocupa-se com o Pai, com sua glória, sua vontade. O objeto da oração de Jesus não são suas angústias ou necessidades pessoais, mas Deus e seu propósito redentor. Ele ora: “Pai, glorifica o teu nome” e ouve mais uma vez a voz do céu dizendo: “Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei”. A oração cumpriu seu papel. Quem é o objeto mais comum de suas orações: Você e suas necessidades, ou Deus e sua glória? Intercessão Que aprendamos a colocar Deus e sua glória como objeto de nossa oração, nem que para isto seja necessário enfrentar a dor e o sofrimento. Hino Como tu queres, Senhor sou teu. Tu és o oleiro, barro sou eu. Quebra e transforma, até que enfim, Tua vontade, se cumpra em mim. Oração Senhor, ensina-me a orar, porque não sei. Minhas orações nascem do meu pecado, egoísmo, medo e insegurança. Não sei o que pedir a ti. Facilmente sou tentado a torná-lo meu servo e não eu em teu servo, a suplicar que faças a minha vontade e não eu a tua, a buscar a minha glória e contar as vantagens do teu poder, e não a tua glória e testemunhar a tua salvação. Ensina-me a orar como teu Filho orou. Amém.

Itens por página:
1 - 10 de 29

Outros planos de leitura

Ver todos os planos

undefined

APOCALIPSE NOW

undefined

Para Celebrar a Páscoa

undefined

Uma palavra que transforma